Diminua seu apetite com pitadas de pimenta
A pimenta vermelha mostra que pode ser uma boa aliada para quem está de
dieta. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Purdue, dos Estados
Unidos, ela ajuda a inibir o apetite por comidas consideradas pouco
saudáveis, como as gordurosas.
Mas o efeito ocorre apenas entre aqueles que não costumam comer
pimenta. Quando o organismo acostuma com ela, o "benefício" deixa de
existir.
A substância responsável pela inibição é a capsaicina, que dá a
ardência típica das pimentas vermelhas. Outros estudos já mostraram que
ela reduz a fome, aumenta o gasto de energia e a queima de calorias.
O estudo da Universidade de Purdue, publicado na revista científica Physiology & Behavior,
observou os efeitos da pimenta vermelha em quantidade que é
considerável suportável por todas as pessoas. Para testá-la, os
pesquisadores selecionaram 25 pessoas que não apresentavam sobrepeso, 13
delas gostavam de comida apimentada e as outras 12 não gostavam. Os
grupos ficaram sob observação durante seis semanas.
Em geral, o consumo de pimenta vermelha aumentou a temperatura
corporal e a queima de calorias por meio de um processo natural de gasto
de energia. Aqueles que não costumavam comer alimentos apimentados
apresentaram uma queda na sensação de fome, principalmente em relação às
comidas gordurosas, salgadas e doces.
Mesmo com os resultados animadores, os pesquisadores lembram que
apenas comer pimenta vermelha não fará a pessoa perder peso. "Esta
descoberta deve ser considerada uma peça no quebra-cabeça porque a ideia
de que uma pequena mudança irá reverter a epidemia de obesidade
simplesmente não é verdade. No entanto, se outras mudanças forem
adicionadas, elas serão significativas em termos de gerenciamento do
peso. Mudanças na dieta que não requerem grandes esforços, como salpicar
pimenta vermelha na sua refeição, podem ser sustentáveis e benéficas no
longo prazo, especialmente quando combinadas com exercícios e uma
alimentação saudável", explica Richard Mattes, diretor do Centro de
Pesquisa do Comportamento Ingestivo de Purdue.
Fonte: Estadão
