Março registra maior número de demissões desde 1992
O mês de março deste ano registrou o maior número de demissões desde
1992, com 1.673.247 desligamentos. O resultado tem como base dados do
Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo
Ministério do Trabalho nesta terça-feira (19).
O número de contratações, por outro lado, foi o terceiro maior da série
do Caged, iniciada em 1992. Em março, foram 1.765.922 novos postos. O
saldo representa criação de 92.675 empregos com carteira assinada, valor
65% inferior ao registrado em fevereiro.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, classificou como “estranho” o
crescimento de demissões no país, mas lembrou que o feriado de carnaval
provocou antecipação de contratações, especialmente no setor de
serviços, o que mais cresceu no período, com geração de 60.309 postos.
- Ainda não tenho o detalhamento dessas demissões, mas sabemos que houve
antecipação de contratações e que houve período de 10 dias de Carnaval.
De qualquer maneira, quando há reclamação de que não há mão de obra
qualificada, é estranho esse crescimento de demissões.
Apesar do resultado desfavorável, Lupi manteve sua previsão de criação
de 3 milhões de empregos formais para o ano, valor superior ao recorde
do ano passado, quando foram criados 2,52 milhões de empregos com
carteira assinada. Ele não acredita que as medidas do governo para
desacelerar a economia, como o possível aumento da taxa de juros,
poderão atingir o número de contratações em abril.
- As medidas governamentais tomadas têm muito mais a ver com o controle
da inflação do que com o crescimento da economia. As medidas de
contenção da economia não vão atingir o mercado de trabalho.
O crescimento da inflação, ainda segundo o ministro, também não deve ser motivo de preocupação para o trabalhador.
- A inflação está no ritmo dentro da meta, não é esse diabo que muita
gente pinta. Mas o governo tem que monitorar porque a inflação prejudica
o assalariado.
Fonte: R7
